|
NORMAS
DO COLÉGIO BRASILEIRO DE RADIOLOGIA VETERINÁRIA
Os exames radiográficos deverão
ser encaminhados ao CBRV pelos proprietários
dos cães ou veterinários, para a
avaliação das articulações
coxofemorais e emissão do Laudo Oficial,
quanto à presença ou não
de displasia.
Junto ao exame radiográfico deverão
ser enviados os seguintes documentos:
- Cópia autenticada do Pedigree
do animal,
- Termo de responsabilidade do proprietário,
- Termo de responsabilidade do médico veterinário
responsável pelo exame radiográfico,
- Taxa referente às despesas da avaliação,
no valor de R$ 40,00 (Quarenta Reais)
O procedimento radiográfico deverá
ser realizado conforme as normas do CBRV para
a avaliação das articulações
coxofemorais em relação à
Displasia coxofemoral envolve os seguintes quesitos:
1. Idade: A avaliação das condições
articulares será realizada definitivamente
a partir dos 24 meses de idade completos. Esta
condição poderá ser precedida
de avaliações preliminares das articulações
coxofemorais, que fornecerão dados precoces
de normalidade ou não das mesmas, cujo
exame poderá ser realizado em torno e a
partir de doze meses de idade.
2. Contenção: Com a finalidade
de assegurar a qualidade técnica desejável,
é obrigatória a contenção
do paciente mediante a utilização
de associações farmacológicas,
capazes de determinar perfeito relaxamento do
animal, para se obter o posicionamento correto
e livre de reações por parte do
cão.
3. Posicionamento: O animal deverá se
mantido em decúbito dorsal, com os membros
pélvicos em extensão, paralelos
entre si e em relação à coluna
vertebral, tomando-se o cuidado de manter as articulações
fêmoro-tíbio-patelares rotacionadas
medialmente, de tal forma que as patelas se sobreponham
aos sulcos trocleares. Deve-se ainda ter o cuidado
para que a pelve fique em posição
horizontal. Uma segunda radiografia poderá
também ser utilizada com os membros pélvicos
flexionados.
4. Identificação do filme: Na identificação
permanente do filme, deverá constar o nome
e o número de registro do animal, número
de identificação do mesmo pela tatuagem
ou microchip, espécie, raça, data
de nascimento, data do exame radiográfico,
identificação da articulação
coxofemoral direita ou esquerda e o local onde
o exame for realizado.
5. Tamanho do filme: O filme radiográfico
deverá ser suficiente para incluir toda
a pelve e as articulações fêmoro-tíbio-patelares
do paciente.
6. Qualidade da radiografia: Serão analisadas
as radiografias cujo padrão de qualidade
ofereça condições de visibilização
da microtrabeculação óssea
da cabeça e colo femorais e, ainda, definição
precisa das margens da articulação
coxofemoral, especialmente da borda acetabular
dorsal.
7. Laudo: A comissão, ao receber a radiografia,
avaliará sua qualidade para o diagnóstico,
ficando a seu cargo a possibilidade de devolução
ao médico veterinário que a realizou,
caso não obedeça aos padrões
técnicos desejados. Para a emissão
do laudo definitivo, cada radiografia será
examinada por uma comissão constituída
por três médicos veterinários
radiologistas membros do CBRV. O proprietário
terá direito, mediante o pagamento dos
respectivos custos, de recorrer a um segundo e
último diagnóstico, submetido ao
júri da displasia coxofemoral do Comitê
Cientifico da Federação Cinológica
Internacional.
8. Serão consideradas as seguintes categorias:
As articulações coxofemorais serão
avaliadas individualmente e classificadas segundo
a pior avaliação e não a
média entre as duas articulações
coxofemorais em:
Grau A Articulações coxofemorais
normais (H. D. ):
A cabeça femoral e o acetábulo são
congruentes. A borda crânio-lateral apresenta-se
pontiaguda e ligeiramente arredondada. O espaço
articular é estreito e regular. O ângulo
acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente
105º (como referência). Em articulações
coxofemorais excelentes, a borda crânio-lateral
circunda a cabeça femoral pouco mais na
direção látero-caudal.
Grau B Articulações coxofemorais
próximas da normalidade (H. D. +/):
A cabeça femoral e o acetábulo são
ligeiramente incongruentes e o ângulo acetabular,
segundo Norberg, é de aproximadamente 105º
ou o centro da cabeça femoral se apresenta
medialmente à borda acetabular dorsal e
a cabeça femoral e o acetábulo são
congruentes.
Grau C Displasia coxofemoral leve(H. D.
+):
A cabeça femoral e o acetábulo são
incongruentes. O ângulo acetabular, segundo
Norberg, é de aproximadamente 100º
ou há um ligeiro achatamento da borda acetabular
crânio-lateral, ou ambos. Poderão
estar presentes irregularidades ou apenas pequenos
sinais de alterações osteoartrósicas
da margem acetabular cranial, caudal ou dorsal
ou na cabeça e colo femoral.
Grau D Displasia coxofemoral moderada
(H. D. + +):
A incongruência entre a cabeça femoral
e o acetábulo é evidente, com sinais
de subluxação. O ângulo acetabular,
segundo Norberg, é de aproximadamente 95º
como referência. Presença de achatamento
da borda crânio-lateral ou sinais osteoartrósicos,
ou ambas.
Grau E Displasia coxofemoral grave (H.
D. + + +):
Há evidentes alterações displásicas
da articulação coxofemoral, com
sinais de luxação ou distinta subluxação.
O ângulo de Norberg é menor que 90º.
Há evidente achatamento da borda acetabular
cranial, deformação da cabeça
femoral (formato de cogumelo, achatamento) ou
outros sinais de osteoartrose.
|